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Experiencias Marcantes

A reinvenção do Livro pela Penguin Books

março9

Com o iminente lançamento do iPad no mês que vem a Penguin Books acabou de apresentar alguns conceitos muito interessantes para seus títulos no iPad… é uma indústria milenar se reinventando!!!


Para pensar:

  • Você está se adaptando as mudanças sociais, culturais e tecnológicas que estão por vir?
  • O seu negócio vai sobreviver nos próximos 10 anos? Como?
  • Quem vai programar para o iPad?  Você está aprendendo a desenvolver para as plataformas do futuro?

Tá tudo ali, não vê quem não quer!

outubro26

Sem esperar encontrei a imagem acima na internet e ela me fez pensar muito no cuidado de pensar no público alvo daquilo que fazemos.  Quem criou a tela do celular sem dúvida pensou em colocar o máximo de informação “necessária” na tela, mas nunca, pensou no usuário ou na capacidade humana de visualizar a informação.  Tudo que fazemos o fazemos para alguém, e é nesse alguém que devemos pensar.

É impressionante a quantidade de vezes e áreas que encontramos esta prática.

Programadores” que enchem a tela de dados e informações sem prensar no que realmente é necessário para o usuário.  Considere a tela ao lado… quem fez isto nunca pensou no usuário. Tá tudo ali, não vê quem não quer. O pessoal de TI deve pensar na tarefa que o usuário vai realizar e naquilo que realmente é importante para o usuário… basta lembrar a 8ª heurística de Nielsen: “Estética e Design Minimalista“, ou como brilhantemente  traduziu o Frederick Van Amstel do site Usabilidoido:

Diálogos simples e naturais: Deve-se apresentar exatamente a informação que o usuário precisa no momento, nem mais nem menos. A seqüência da interação e o acesso aos objetos e operações devem ser compatíveis com o modo pelo qual o usuário realiza suas tarefas no mundo real [em itálico alteração minha].

Professores” que enchem os powerpoints de informação, mesmo que não seja visível a 1 metro de distância nem pelo aluno com melhor visão. Muitos destes ditos professores pensam muito mais em mostrar que sabem do que no aluno, ou ainda, na forma que o aluno aprende. Veja apenas um dos slides de professores obtidos na internet.  Tá tudo ali, não vê quem não quer.

Marqueteiros” que colocam tudo o que lhes vem à cabeça nas peças de divulgação mesmo que ninguém consiga entender o que se vende. Veja o cartaz que recebi na faculdade e que foi alvo do post “Assim eu não quero fazer pós“.  Todos temos visto este tipo de “publicidade” espalhada pelas ruas. Tá tudo ali, não vê quem não quer.

Alunos” que enchem os trabalhos e provas de informações “coladas” da internet, sem sequer ter lido, verificado ou entendido o que copiaram. Especialistas em Ctrl-C e Ctrl-V que na verdade só estão aptos para o comportamento imitativo. Tá tudo ali, não vê quem não quer.

Para pensar:

  • Você leva em consideração seus clientes, usuários ou plateia na hora de elaborar seus produtos, serviços, publicidade ou palestras?
  • Você está sendo sucinto e direto na hora de transmitir uma mensagem?
  • Você considera a Usabilidade dos seus produtos e serviços?
  • Quanto do seu material é para você e não para o seu público alvo?
  • Você esta imitando/copiando o que já viu por ai ou está sendo crítico e pensando na hora produzir?

A experiência está na caminhada

outubro2

Sempre gostei da Pixar, não só pela qualidade dos filmes que fazem, mas principalmente pela experiência que produziram na minha vida e na dos meus filhos.  São sem dúvida uma referência em vários sentidos para mim.  O vídeo abaixo, intitulado: “From Screen to Shelf” possui coisas muito, mas muito, interessantes e que podemos utilizar para melhorar a “User Experince” de nossos clientes, equipes e/ou alunos. Confira o vídeo em HD se possível. Muitas vezes pensamos que o que mais importa são os resultados, mas a caminhada até nosso alvo, o trajeto até nosso objetivo, é o que nos faz melhores.

  1. Confira as “figuras” que trabalham juntas, perfis completamente diferentes, todos focados no mesmo objetivo. Latinos, orientais, anglo-saxões, e gente completamente diferente (como o Ben Butcher, cheio de piercings) fazem uma mistura que deve tornar a caminhada muito interessante;
  2. Só de olhar para as paredes da sala… dá vontade de trabalhar lá. Que ambiente sensacional, e que incentiva a criatividade, principalmente se a caminhada é longa;
  3. A importância que dão a “Storytelling“, chegando ao ponto de querer incluí-la nos brinquedos;
  4. O cuidado com ter processos bem definidos, mesmo para atividades altamente criativas. Primeiro “brainstorming“, que se transforma em “concept sketches“, depois “control drawings“, emcima deles “overlay“, passando depois para o “sculpting“, “deco“, e finalmente “testing” onde o John Lasseter faz questão de testar cada brinquedo.
  5. O envolvimento da alta chefia, no caso o Lasseter”, na jogabilidade dos brinquedos… ou seja, tornar-se o cliente.  Gostei da frase que no final do vídeo o George McClements fala: “você quer produzir algo que no final lhe dé muito orgulho“.

Todo este cuidado na experiência que os funcionários têm em produzir um brinquedo, na caminhada que está sendo trilhada me lembrou da frase que o Ted Booth, da Smart Design, falou numa entrevista:

Ter uma boa idéia é apenas o começo. É a transformação da idéia numa coisa real e que funcione que está a verdadeira e excitante experiência. Fazer com que uma idéia tenha vida, se transforme em algo que faça sentido, e depois colocá-la no mercado e que se conecte com pessoas de uma maneira realmente significativa – isso sim vale a pena.

Para pensar:

  • Você está fazendo a caminhada da sua equipe algo que realmente vale à pena, ou é apenas “trabalho” para eles?
  • Como o ambiente físico e emocional onde você trabalha está tornando a caminhada mais criativa e prazerosa?
  • As diferenças pessoais da sua equipe contribuem para sua caminhada ou são na verdade motivo de problema?
  • Você está produzindo algo que realmente lhe dá muito orgulho? ou apenas “trabalha”?

Para terminar, somente um pequeno detalhe que acredito muitos não viram. Numa das portas tem um logotipo do “Cars 2“…e escrito War Room embaixo!!! Não percebeu? Então confira logo abaixo.

Você tem que entender sobre Design

março5

Deparei-me ontem com este brilhante cartoon feito pelo sempre criativo Hugh MacLeod…. e achei espetacular, pois fala de uma grande verdade. O futuro é dos artistas. Num mundo onde todos os produtos existem em abundância, o diferencial para a compra será cada vez mais o design, a arte, a parte visual. Como as pessoas escolhem um celular? 90% pelo design e a parte estética. Igual a roupa, os carros, os calçados, os utensilios domésticos, etc.

No seu brilhante livro “A Whole New Mind” Daniel Pink faz a seguinte citação:

O futuro pertence a um tipo diferente de pessoas: designers, inventores, professores, contadores de histórias, pensadores criativos que usam o lado direito do cérebro

Nada mais certo! Ainda bem que, embora sendo um profissional de informática, decidi faz anos aprender os princípios básicos do design… e hoje, anos mais tarde percebo que isto me abriu milhões de portas. Se isto deu certo quando a sociedade visual ainda estava iniciando, hoje entender de design não é mais uma escolha e sim uma necessidade.

Lembro que em maio de 2004 a revista Business Week publicou uma matéria de capa intitulada “The Power of Design” e mostrava a importância do mesmo, bem como a diferença que este fazia para a IDEO. Você pode conferir a matéria aqui.
Como se isto não fosse suficiente aqui vai uma frase de Tom Peters, um dos grandes administradores/escritores do nosso tempo, autor do best seller “Em busca da Excelência“:

Design é tão crítico para uma empresa que deveria estar na pauta de cada reunião de cada departamento

É obvio que você jamais será um designer, mas você tem que entender os princípios básicos do mesmo… coisas como:

  • O que realmente é design
  • Qual a função do design   (e lhe garanto que não é fazer as coisas bonitinhas e coloridas)
  • Alinhamento
  • Repetição
  • Contraste
  • Proximidade
  • Fundamentos de tipografia
  • etc.

Caso você ainda não tenha se convencido (ou seja, está a caminho da sua própria extinção) aqui vão algumas citações:

- “Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works” (Steve Jobs)
- “Good design is the most important way to differentiate ourselves from our competitors” (Yun Jong Yong, CEO da Samsung)
- “Questions about whether design is necessary or affordable are quite beside the point: design is inevitable“  (Douglas Martin)

Se você não sabe por onde começar… aqui vai uma sugestão básica… “Design para quem não é Designer” de Robin Willians .

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